Dunga Está de Volta à Seleção Brasileira - 22/07/2014
Dos 7 a 1 aos sete anões. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) prepara para terça-feira, às 11h, no Rio de Janeiro, o anúncio de Dunga como novo técnico da seleção brasileira. O acordo iminente, revelado pela Rádio Jovem Pan, foi confirmado neste sábado (19) ao DIÁRIO por uma pessoa próxima do técnico.
Dunga esteve em São Paulo, onde se encontrou com o coordenador de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi. Eles são amigos desde quando jogaram pelo Internacional, nos anos 80. Tornaram-se ainda mais próximos durante a campanha do tetracampeonato mundial, em 1994 — Gilmar era o terceiro goleiro da equipe e Dunga, o capitão.
Meses depois de ser contratado para substituir Carlos Alberto Parreira, em novembro de 2006, o técnico viajou junto com o empresário para participar de um evento privado, em um resort perto de Salvador.
Durante a primeira passagem do treinador pela seleção, as conversas entre eles foram frequentes. O ex-goleiro agenciava a carreira de Adriano Imperador, que acabou preterido por Dunga da lista de convocados para a Copa do Mundo de 2010.
Surpresa: A ideia de Gilmar é corrigir uma suposta injustiça com o ex-volante. O então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, demitiu Dunga do cargo dois dias depois da derrota para a Holanda por 2 a 1, pelas quartas de final do Mundial da África do Sul. Enquanto o treinador chegava ao Brasil se dizendo disposto a continuar, a entidade publicava em seu site uma nota breve, na qual informava a dissolução da comissão técnica.
É certo que os números de Dunga à frente do time verde-amarelo são bons. Contra fatos, não sobram argumentos. Em 58 jogos, conquistou 40 vitórias e sofreu apenas seis derrotas. Além de ter passado pelas Eliminatórias sem sustos, ganhou a Copa América (2007) e a Copa das Confederações (2009).
Pagou, porém, um preço alto por seu temperamento. Comprou briga com a TV Globo, xingou críticos e criou um ambiente de hostilidade ao redor do grupo. Assim como fez Felipão na Copa de 2014, preferiu levar ao Mundial de 2010 jogadores de sua confiança, entre eles Josué e Kleberson, em vez de jovens talentos, como Neymar e Paulo Henrique Ganso.
Foi um tiro no pé. A elevada rejeição lhe custou dois anos de desemprego. Em 2012, topou o desafio de assumir o Inter, mas foi demitido depois de dez meses. Durante a Copa no Brasil, trabalhou como comentarista para os canais Azteca, do México, e Al Jazeera, do Catar. Parecia conformado com a vida fora dos gramados. Até surgir a CBF.
Antes favorito, Tite está na mira do Flamengo
Tite passou os últimos dias esperando por um convite da CBF para ser o técnico da seleção. Não sem motivo. Pesquisas o apontaram como o favorito dos torcedores para o lugar de Luiz Felipe Scolari. Mas o treinador campeão mundial pelo Corinthians não foi procurado. Por esse motivo, já começa a vislumbrar novos horizontes e o Flamengo surge como um dos clubes interessados em contratá-lo.
Depois de apenas seis jogos à frente do time rubro-negro, Ney Franco já balança no cargo. Pode até ser demitido hoje, em caso de derrota para o Internacional, em Porto Alegre. O clube carioca é o lanterna do Brasileirão, com sete pontos em dez partidas.
Difícil vai ser convencer Tite a segurar esse rojão. A despeito da disposição de voltar a trabalhar, o gaúcho costuma ser cuidadoso na hora de escolher o próximo trabalho. Nos últimos sete meses, recebeu sondagens de cinco equipes diferentes, como o DIÁRIO informou na edição de terça.
Palmeiras, Grêmio e Atlético-MG entraram em contato com o técnico, mas ele nem sequer abriu negociação. Queria se preparar para um possível convite da CBF. Como este não chegou até o momento, a prioridade é comandar outra seleção. O Japão já fez uma sondagem, em abril.
Fonte: www.diariosp.com.br

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